A história da arte, assim como a história do pensamento humano através da filosofia, nos mostra que há uma evolução constante nestes afazeres humanos e sempre que uma forma de expressão chega ao seu auge, surge outra com novas abordagens. Na filosofia, de uma tese pode surgir uma antítese e destas uma síntese e assim por diante. Nos movimentos artísticos se passa algo similar. Muitos movimentos artísticos surgiram em oposição as outros. A Arte Tecnológica, talvez sem intenções de se opor aos demais movimentos artísticos, acaba trazendo novidades que nos fazem refletir sobre o que ela significa. Fazendo um enorme resumo e pulando muitos movimentos artísticos, podemos ver algumas transformações importantes na arte.
O Renascimento, que trouxe de volta os valores da arte da Grécia e Roma antigas, se apoiava em cânones de beleza num figurativo virtuoso.
O Impressionismo trouxe conceitos novos como: as linhas não existem na natureza, as sombras não são negras, entre outras coisas, contrariando o que vinha sendo feito até então.
O Pontilhismo se baseava em conceitos da ciência sobre ótica e a luz, as cores primárias se combinando para formar as tonalidades no olho do observador.
Paralelamente haviam movimentos não preocupados com a visão, mas com o sentimento do artista como o Expressionismo.
Mais tarde a Arte Mínima e depois a Arte Conceitual, onde nem mesmo uma obra era necessária.
Depois vieram movimentos que não se contentavam mais com as telas ou esculturas apenas expostas, criaram as Instalações onde o público entrava nas obras e possuíam algum tipo de interação com as mesmas.
Veio então a necessidade de sair das galerias, a Arte Ecológica com trabalhos monumentais intervindo na natureza e nas cidades.
Houve uma volta à forma (mas além dela), com os artistas Foto-realistas, ao mesmo tempo o Abstracionismo, a Bodyart, os Happenings aconteciam.
Enfim, a arte ficou livre para explorar o que quisesse. Na verdade quase tudo que vemos em arte atualmente são reedições das produções até a década de 1960.
Sempre é possível ser criativo, alguém pode se dedicar à arte clássica e ser altamente expressivo, ter uma linguagem própria, assim como fazer instalações ou quadros abstratos, mas estará repetindo estes movimentos, o que não tem nada de errado ou obsoleto, basta ver como estas obras estão em mostras, salões e galerias por aí, convivendo harmoniosamente vindas dos mais diversos movimentos de arte.
A Arte Tecnológica apareceu com novas possibilidades. Se na arte tradicional as opções vão da representação fiel ao abstracionismo pleno, na Arte Tecnológica você pode não apenas representar, mas simular a realidade, simular comportamentos, criar mundos virtuais realistas ou abstratos, criar formas de interação bem superiores em instalações diversas, estar com sua obra presente dia e noite e no mundo todo como a WebArt ou trabalhar com mídias interativas. As possibilidades vão muito além disso, continuaremos a explorar na próxima edição.