Mikosz & Mythosz
Arte e Consciência
Guitar Heroes – I Won’t Mind!
Olha… é engraçado, mas eu consigo entender um Van Halen, um Steve Vai ou um Joe Satriani e toda uma leva de guitar heroes que seguiram a mesma onda. Um dos meus preferidos nesse levante todo é o Michael Angelo Batio, enfim, ele toca muito rápido e é perfeitamente limpo e mais preciso que todos os anteriores, algo que só treinar não resolve, tem que ter nascido com sinapses velozes, com formação anatômica das mãos, sei lá, um conjunto neurofisiológico associado ao cultural que deu certo, apesar de ele ser odiado pela maioria dos admiradores dos “mega-guitarristas”… pura inveja! No caso do Batio, excesso de talento arruinou parte da carreira… Mas eu entendo, isto é, sei o que estão fazendo tecnicamente, sei até que dá para imitar, desde que se “abunde” e fique ensaiando algumas horas por dia e tenha algumas sinapses…
Mas, quer saber o que me impressiona? Claro, Jimi Hendrix, Jimmy Page, uma espontaneidade de expressão emocionante, muitas vezes surpreendente, nada daquelas escalas tonais chatas repetidas velozmente de forma monótona, sempre na mesma região do braço da guitarra, tão em moda nos anos 1990. Mas, enfim, me impressiona é um solo hermético da banda Uriah Heep! Do disco Wonderworld (1974), a música I Won’t Mind (Mick Box e Ken Hensley nas guitarras). Os slides (Fender ou guitarra havaiana no início da música?), o timbre impecável, a liberdade de expressão, wah-wah, alavancadas super bem usadas, quase ninguém ousava isso na época (enfim, nem haviam Floyd Roses).
Bom, sendo que ninguém nunca fez um comentário sobre o solo, devo estar equivocado a respeito de algo que acho tão criativo, mas ok, deve ser meu sistema neurofisiológico sentido algo que, talvez, nem esteja ali. Mas se instiguei a curiosidade de alguns, escutem, talvez vocês se surpreendam (principalmente se gostam e tocam guitarra).
Se não achar nada de mais, bem… I Won’t Mind!
*Mandei o cometário para eles via o representante (Rodrigo Werneck) no Brasil e eles retornaram, fiquei como verdadeiro fã, bem feliz!!!
That is very kind of you Antar and much appreciated!
‘Appy days!
Mick Box
Hey, thanks mucho!!
CheerZ,
Ken
<><
Conheci Uriah Heep por volta de 79, em um daqueles lazy days. Sempre que ouço as composições destes caras, me reporto àqueles dias, cabeça fresca, cheia de idéias pra mudar o mundo. Pelo menos o meu mundo eu mudei e bem que tentei mudar o resto. Huriah com certeza fez melhor do que eu com estes memoráveis solos. Bem lembrado Mick, bem lembrado.
Olá Carlos! Maravilha mesmo, acho que quem tem um lado místico e roqueiro não passaria impune por essa banda na época. Eu mandei o comentário para os dois guitarristas que me responderam (incluí no texto), fiquei bem feliz, tipo fã mesmo
)))
Abraçosz