Arquivo para Março, 2004

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12 O Caleidoscópio e a arte

(do grego kalos=belo, eidos=imagem e scopéo=vejo)

Esse instrumento, vendido ainda hoje como um brinquedo curioso, já foi objeto de consideração artística e científica durante o século XIX. De acordo com Marx e Engels, Saint Simon fingia levar seus leitores de uma idéia para outra quando, na verdade, os mantinha na mesma posição, usando o caleidoscópio como metáfora.

Caleidoscópio

David Brewster, responsável por diversas pesquisas em ótica, inventou o caleidoscópio em 1815.

Para Baudelaire, a invenção do caleidoscópio coincidia com a modernidade em si mesma.

David Brewster declarou que, uma vez que a simetria estava na base da beleza na natureza e nas artes visuais, então o caleidoscópio era apropriado para criar arte através das inversões e multiplicações de formas simples.

O caleidoscópio foi um dos primeiros instrumentos que geravam imagens aleatórias, saindo da inflexibilidade de um fenaquistóscopio que gerava animações com imagens fixas.

A construção de um caleidoscópio é fácil, trata-se de um tubo cilíndrico dentro do qual irão três espelhos colados em forma de prisma. Numa das extremidades são colocados alguns fragmentos de vidro colorido dentro de um compartimento de plástico ou vidro opaco. Na outra extremidade é feito um furo por onde a pessoa pode enxergar os fragmentos de vidro por entre os espelhos. Colocando-se diante da luz e fazendo rolar lentamente o objeto, os pequenos vidros coloridos, com os reflexos dos espelhos, multiplicam-se e dão lugar a numerosas imagens simétricas diferentes.